quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sim, é possível!



Dentre os diversos paradoxos propostos pela vida, encontra-se o olhar do ser humano. Ao mesmo tempo em que lhe é possível carregar uma imensidão de mensagens, pode-se defini-lo, muitas vezes, dada sua inocência, através de pouquíssimas palavras.  

Como poderia algo tão importante ter relação com simplicidade?

Em virtude do ser humano, diariamente, afogar-se no mar de egoísmo, pessimismo e futilidade, posto pelo mundo contemporâneo, os sinais ligados à candura, para muitos, tornaram-se vulgares e pífios.

Porém, na verdade, o gesto por mais simples que seja, carrega sinceridade!

Enquanto a boca pode mentir ou, até mesmo, ocultar os mais doces fatos, o olhar, não. Os olhos são as janelas da alma. Refletem sentimentos, boas vibrações, energia, felicidade, verdade e intensidade. Enfim, as mais intrínsecas e puras verdades de um ser humano.

Conversa-se e convive-se com cada vez mais pessoas, ao mesmo tempo em que, menos se conhece aquele que está próximo. O ser humano tem esquecido que a espantosa realidade das coisas se dá nas descobertas diárias.

Os caminhos dificultosos, as decepções, os resultados inesperados ou não merecidos, que muitas vezes são impostos pela vida, podem ser abrandados quando, depara-se com um olhar sereno e amigo.

O banhar-se de esperança, aliado ao encontro de um olhar acalentador, são partes integrantes da receita da felicidade.

O olhar, também pode ser um elo entre as pessoas. Ele pode ser o responsável por carregar uma imediata empatia. O pousarem-se os olhos, de forma doce e sincera, fascina!

Disse o poeta: “Quero ter ouvidos de ouvir e olhos de ver”!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

É



Avisto-te no romper da aurora,
no eterno aroma do agora
e no sabor incerto do futuro.
Descubro-te entre lágrimas,
nas desbotadas cores do isolamento,
no silêncio da música que me alimenta,
na lucidez demente do pensar.
Eu te pressinto na imensidão,
no azul que da cor ao infinito,
nos momentos frágeis da solidão
e na simples paz de estar comigo.
Descubro-te vivaz,
no burburinho da chuva que insiste em cair,
no sorriso que surge fácil e inexperiente
em cima de ódios,
incapazes de violentar a paz.
Me encontro em pleno ardor,
quando deixo minh’alma, lassa,
espreguiçar seu êxtase
e suspirar seu deleite
nos braços tenros do amor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ir além



Nunca desabe na mesmice,
seja o novo que deseja para seus dias.

Junte as pedras que achar pela estrada da vida,
crie seu próprio caminho.

Se lhe disseram que o mundo é um circo, talvez estejam certos.
Então seja um pouco palhaço de vez em quando.

Sempre sorria
e faça os outros sorrirem!

Descubra teus limites
e descubra, principalmente, como ultrapassá-los.

Não pense que os anos voam,
aproveite a experiência de viver cada novo instante.

Mostre aos anseios, seu tamanho,
pois eles se acovardarão quando o conhecerem.

Lute contra os preconceitos,
principalmente contra os seus.

Saiba cultivar e,
principalmente, cativar, suas amizades.

Brinque com crianças.
Brinque como criança.

Não tenha vergonha de expressar seus sentimentos,
pois só sente quem é humano.

Seja forte e firme,
mas também maleável.

Aprecie os fatos por mais de um ângulo,
pois o belo pode estar n’outro lado.

Reconheça seus erros e saiba pedir perdão,
pois quem pede é tão divino quanto quem dá.

Nunca desista,
viver é persistir.

Guarde as coisas boas,
jogue fora as ruins.

O segredo é não se acomodar,
pois nem o planeta para.

Ame,
acima de qualquer coisa.

Quando encontrar alguém que te mereça,
entregue-se.

Não seja um mero expectador,
seja o autor.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caminho


Para alcançar a outra margem, sempre me foram colocadas diversas dificuldades. Enquanto para alguns são disponibilizadas pontes, para mim, estas nunca existiram. Atiro-me, solitariamente, aos desafios. Ao bem da verdade, acompanhado, mas tão somente por meus sentimentos. O que me fez navegar, dentro de um pequeno bote, por um lago repleto de jacarés, foram meus sentimentos. Apesar de terem-me negado um meio mais fácil e ainda tentem furar meu bote, minha persistência ajuda a tampar os buracos e o vento do destino me joga na direção certa.

domingo, 18 de março de 2012

Uma pequena receita

Para os dias que se mostrarem acinzentados,
ofereça-lhes a cor de um sorriso.

Para pôr fim ao tédio,
movimente a vida.

Para os dias que surgirem dor,
grandes doses de abraços.

Para momentos de solidão,
palavras recheadas de ternura.

Para combater o arrependimento,
recorra sempre ao perdão.

Para a saudade,
o seus pior inimigo: a acolhida.

E para um amor que se mostrar impossível?
Veríssimo ensina: mostre a ele o tempo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prólogo da Felicidade


Que me perdoem os filósofos, “não-filósofos”, religiosos, ateus, poetas, escritores de botequim e até mesmo os que se aventurarem nesta leitura.

O que escrevo se baseia em visões de alguns anos de vida e muitas experiências vividas. Sem esquecer das leituras que me acompanham. Você caro leitor pode se perguntar em qual das categorias citadas me encaixo. Me vejo mais como um “relo-filo-escritor de botequim”!

Tentarei em algumas palavras expor o que penso sobre a construção da felicidade em nossas vidas.

O Homem necessita de uma identidade e de um rumo, pois quando não os têm, em sua vida se estabelece a sensação do vazio. A falta da autovalorização, autoestima e autoconfiança, são extremamente fortes e com elas o Homem cai no vácuo, tornando-se um Ser insípido, sem fantasias, sem crenças, sem alegria...

Temos que o indivíduo é o único responsável em dar significado à própria vida. Cabe a ele moldar seu destino a partir da construção de uma base sólida. Trata-se uma idéia altamente verdadeira, mas até certo ponto negada pelo Homem, que prefere dizer que o destino já está delineado desde o momento de seu nascimento, tendo, portanto, como único causador de suas felicidades ou tristezas, o fator sorte.

A idéia de não sermos os responsáveis por nossos destinos se trata de uma visão simplesmente cômoda. Porém, somos os responsáveis pelas causas de infelicidades e, principalmente as de felicidades que se instalam em nossas vidas.

A partir de uma abordagem cristã, mais precisamente católica, a responsabilidade para com a construção do próprio destino caminha lado a lado com a concepção de livre arbítrio. Como ensina Leão XIII, trata-se de uma liberdade, a faculdade de escolher entre meios apropriados para atingir um fim específico. Leia-se meios morais. Para Santo Agostinho, quando a vontade do Homem vem a se aderir ao Bem Imutável (de Deus), o Sumo Bem, então aquele alcança uma vida feliz. O livre arbítrio é um dom divino e a origem do pecado está no abuso da liberdade.

Do princípio do século XIX, destacam-se os pensamentos do filósofo Kierkegaard, para muitos o pai do existencialismo, onde o Ser é o único responsável em dar significado à sua vida e deve vivê-la da forma mais verdadeira e apaixonada. Obstáculos são inerentes a todos os caminhos, cabe ao Homem vencê-los.

Para Sartre, a única propriedade intrínseca ao ser humano é seu livre arbítrio. As escolhas são feitas através da capacidade humana para a liberdade absoluta, não existindo certas propriedades fixadas, portanto, o “homem é a liberdade”.

Somos responsáveis por nossas emoções e pelos traços permanentes de nossas personalidades. Somos condutores e únicos responsáveis por questões que nos abalem ou nos tornem felizes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ágape

Permaneço inerte...
Em meio a dezenas de conflitos e dúvidas.

Será que estou no lugar certo?
Porém, à minha frente, caminhos demasiadamente longos.
A dúvida maltrata até mesmo quem possui certezas.

A necessidade de companhia pode ser dolorosa
ou até mesmo um alento.

Como tudo na vida, depende dos olhos de quem vê.
Caminhos não se diminuem quando pisados a quatro pés.
Todavia, podem se tornar mais rápidos e prazerosos.

Então olho ao meu redor, cego-me às confusões
e lembro de que quem já me deu a mão.

O verdadeiro sentimento não é descartável,
desconhecido só é seu tamanho.
O que é sincero não se mede, não tem limites, não tem fim.